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Minha opção é a democracia

No próximo domingo, 28, vamos decidir o futuro de nosso país. Já passei por sete eleições presidenciais e preciso confessar: pensei que este ano teríamos a opção de escolher alguém que pudesse pacificar nosso país. No primeiro turno tínhamos várias alternativas de diferentes campos ideológicos com experiência política e administrativa para tirar o nosso país da maior crise moral, ética e econômica já vivida. Infelizmente, essa eleição se resumiu à polarização entre o PT e os que são contra o PT, o grande culpado disso tudo. Foi o próprio PT que não teve a capacidade de reconhecer seus erros e entender que a alternância de poder entre outros partidos é necessáriaem nossa democracia, e que estava na hora deles darem um passo atrás. 

Com atitudes que só consideravam o próprio PT, o partido desarticulou, por exemplo, diversas alianças que estavam em construção por outros partidos de esquerda, com objetivo de manter sua hegemonia de poder. Insistiram em um candidato que todos já sabiam que não poderia disputar as eleições só para dizer que não abririam mão do seu projeto de Poder pelo Poder. E hoje estamos aí, diante de dois candidatos que particularmente não me representam. Mas como político que acredita na democracia, jamais vou pregar o voto branco ou o nulo.

Da mesma forma que declarei apoio à Marina Silva no primeiro turno, quero aqui manifestar o meu voto. Não espero que todas as pessoas que votam em mim e acreditam nos meus ideais tenham obrigação de me acompanhar. Afinal, sempre fui uma liderança democrática que respeita as diferenças de opiniões. Nas duas eleições de prefeito que disputei em Niterói tive o PT como adversário, e votar no PT é muito difícil para mim. Mas diante do que representa a candidatura do PSL, não me resta outra escolha que votar contra um candidato que desafia a democracia, um candidato que despreza a preservação do meio ambiente, que não reconhece as minorias e a diversidade, que desrespeita as instituições e prega o extermínio daqueles que pensam de forma diferente.

Sempre defendi uma cultura de paz. Não acredito que vamos construir um país melhor com ódio, violência e intolerância. Acredito que só com o diálogo e com um processo democrático poderemos superar nossas dificuldades. Entendo perfeitamente que todos estão fartos da política que governa o nosso país nos últimos anos, em especial, por ter traído a confiança do povo brasileiro num ambiente asqueroso e sujo pela corrupção. Mas prefiro votar e poder continuar expressando o que penso, denunciando a corrupção e fazendo oposição do que colocar em risco a nossa democracia. Não quero aqui estimular ainda mais o ódio entre as pessoas. Desejo simplesmente poder demonstrar o que penso e deixar você, que lê esse meu artigo, com essa reflexão.

Um grande abraço,

Felipe Peixoto

Felipe Peixoto

Durante seus mandatos, Felipe aprovou mais de 100 leis e presidiu importantes Comissões, como a do Foro e Laudêmio e a da Linha 3 do Metrô. Como Secretário de Estado, Felipe foi responsável por inúmeras realizações e projetos que beneficiaram todas as regiões do RJ. 

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3 respostas

  1. Realmente Felipe, dessa vez não posso te acompanhar, entendo e respeito o teu ponto de vista e espero q ele esteja equivocado.
    Também não tenho afinidade e amores pelo #B17, mas tenho a certeza e o conhecimento de que insistir na roubalheira e o clientelismo do outro partido não dá.
    Abraços e viva a democracia!!!

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