Estimativa é de que 15 mil pescadores sejam beneficiados. Inauguração é nesta segunda, 16

O Rio de Janeiro ganha na manhã desta segunda-feira, 16, o primeiro Terminal Pesqueiro Público do estado. A estrutura faz parte do Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar) construído pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em uma área de cerca de 7.200m² na Avenida Governador Roberto Silveira (antiga Avenida do Contorno), 3.500 A, no Barreto, Zona Norte de Niterói. Com investimento de R$ 10 milhões, capacidade para movimentação diária de 25 toneladas de pescado e podendo chegar a 120 toneladas/dia, o terminal deve beneficiar mais de 15 mil pescadores, com 500 pessoas circulando diariamente pelo local, que deve começar a operar na safra da sardinha, até 15 de fevereiro.

Participação da Sedrap – Para a inauguração – que acontece às 10h dessa segunda, com o ministro Marcelo Crivella – foi preciso a retirada de carcaças do canal de São Lourenço, na Baía de Guanabara, que dificultavam a circulação dos pesqueiros. Em mais um trabalho de parceria, a Secretaria Regional de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap) tendo realizado minucioso levantamento para a localização e identificação das embarcações abandonadas, com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) fazendo a remoção.

Cipar – O Centro Integrado de Pesca Artesanal também vai abrigar a nova sede da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura no Rio de Janeiro. A opção do MPA pelo espaço deve-se à pujança da atividade pesqueira na região Leste Fluminense. Segundo levantamento feito em 2012 por técnicos da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (a Fiperj, órgão da Sedrap), os municípios de Niterói e São Gonçalo respondem juntos por 47% da produção estadual de pescado, avaliada em 90 mil toneladas/ano. Niterói também abriga as principais representações da categoria no estado, como o Sindicato dos Armadores de Pesca, o Sindicato da Indústria de Pesca e a Federação Estadual de Pesca, além da própria Sedrap e a Fiperj, com sede no Centro da cidade.

 Estrutura e comercialização – O novo Terminal abriga um cais de 95 metros de extensão, dispõe de amplas unidades de desembarque de pescado, comercialização e conservação, e contará com fábricas de gelo com capacidade para 48 toneladas/dia, câmaras de resfriamento e congelamento e silo de armazenagem para 80 toneladas. A estrutura terá ainda unidade de tratamento hidro-sanitária (que elimina o mau cheiro e a atração de pássaros e vetores nocivos à saúde), subunidades de abastecimento de água (doce e salgada), coleta de esgoto, posto de abastecimento de combustível, auditório, refeitório, telecentro e estacionamento para carros e caminhões. Seguindo os rígidos padrões de sanidade exigidos pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) e da Vigilância Sanitária, os peixes serão comercializados sempre frescos, sejam inteiros ou em postas.

Ascom Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional 

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