Ainda em 2014 escrevi um artigo alertando sobre a importância da manutenção e preservação das áreas verdes do Brasil, especialmente do estado do Rio. Falei sobre o estudo realizado pela Fundação Parques e Jardins, da dificuldade de convencer moradores a receberem mudas de árvores para plantarem nas suas ruas, pois muitos acham que a árvore fornece esconderijo a ladrões.

Porém, os benefícios do plantio de mudas são enormes. Uma única árvore, por exemplo, pode oferecer um conforto térmico de até quatro graus e fazer o serviço de três aparelhos de ar-condicionado. A política de reflorestamento é amparada pela lei do “Habite-se” 613/1984, que prevê uma árvore a cada 150 metros quadrados de novas construções residenciais.

Em Niterói, tivemos diversos casos preocupantes com o desmatamento, entre elas, as árvores da Avenida Thomás Edison Vieira (a Rua das Árvores, em Pendotiba) que em 2014 estavam sendo envenenadas e cortadas; a grande quantidade de árvores retiradas na Alameda Boaventura, no Fonseca, para implantação do BRT; a derrubada de 334 indivíduos arbóreos centenários no Parque Nacional da Serra da Tiririca pela Igreja Católica, para a realização de uma missa em 2013; a retirada de três árvores “Cássia de Sião” pela Prefeitura, para as obras de alargamento da Estrada Leopoldo Fróes, em São Francisco, também em 2014.

Quando estive deputado estadual, em maio de 2014, apresentei na Alerj um projeto de lei determinando que podas ou derrubadas de árvores deveriam ser precedidas de análise técnica com permissão de órgão ambiental.

A Amazônia é o pulmão do Brasil

As áreas verdes são de fundamental importância para a nossa sobrevivência. O processo respiratório delas é o inverso do nosso, pois elas absorvem gás carbônico e eliminam oxigênio, além de água. Isso significa que as árvores funcionam como verdadeiros purificadores de ar, e ainda absorvem a radiação solar. Se pequenas áreas verdes já fazem tanta diferença na vida humana, imaginem a floresta amazônica. Ela é importantíssima para o equilíbrio climático do nosso continente.

Portanto, é preciso proteger o Brasil das queimadas e do desmatamento ilegal. Proteger a Amazônia, suas reservas indígenas e unidades de uso sustentável é fundamental. É essencial termos consciência de que as áreas verdes do nosso país são indispensáveis para a vida no planeta, e que o desenvolvimento socioeconômico deve, primeiramente, respeitar a natureza. É possível fazer política séria com comprometimento e de forma sustentável.

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