Tristeza e impotência. Esses dois sentimentos traduzem um pouco do que cada um de nós, brasileiros, está sentido neste momento, ao ver o incêndio de grandes proporções consumindo parte da nossa história preservada há 200 anos no Museu Nacional.

Justo no momento em que procuramos reconstruir o nosso país, saber que nada menos que cerca de 20 milhões de itens que falam muito de nós, da construção da nossa sociedade, do nosso povo, estão sendo consumidos pelo fogo, é desolador!

Ainda não se sabe ao certo a causa do incêndio, o que poderá ser recuperado e nem detalhes sobre os equipamentos disponíveis para a primeira atuação em emergências, como a de hoje. Mas sabemos que um museu desse porte tinha que ter uma Brigada de Incêndio. E mais: que por conta da crise financeira da UFRJ, a sua manutenção sofreu corte de verbas.

O fato de não haver feridos, com certeza, é um alento. Mas, este incêndio deixa milhões de vítimas: nós, que nesta noite de domingo, somos testemunhas de que parte de nossa história virou, literalmente, cinzas.

Mais do que tomar as providências necessárias para recuperar o que for possível, que as autoridades trabalhem para que nossos bens públicos sejam devidamente cuidados e preservados. E que não esmoreçamos diante de tragédias como essa do Museu. Ao contrário, que fatos como esse sirvam de incentivo para reunirmos forças e seguir construindo uma nova história para o nosso país. Dá para fazer!

Eu mesmo, em meus mandatos de vereador em Niterói, apresentei e consegui aprovar na Câmara Municipal diversas leis que preservam patrimônios da cidade, como a Igreja São João Batista, a Chácara do Vintém e o MAC. É claro que dá pra fazer diferente!

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