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Programa de Cirurgia Bariátrica do Governo alcança marca de 1000 pacientes operados

Juntos, pacientes operados pelo programa já perderam mais de 3,5 toneladas

Por Marianna Tavares

Quando foi encaminhada para o Programa de Cirurgia Bariátrica do Governo do Estado, Patrícia de Souza Costa, de 37 anos, pesava 162 quilos. Com a obesidade, vieram outros problemas de saúde, como varizes e a dificuldade para andar. Atendida pela equipe multidisciplinar da Secretaria de Estado de Saúde, chegou aos 144 quilos e se tornou a milésima paciente a ser submetida à cirurgia bariátrica, no Hospital Estadual Carlos Chagas. A cirurgia foi realizada nesta segunda-feira (16/03) e tem previsão de alta para esta quarta-feira (18/03).

– Tenho vários planos, mas minha prioridade será a minha saúde. Tenho dois filhos pequenos, vou ter mais energia para brincar com eles. Criança gosta de bolo, doces, então sempre fiz questão de cozinhar isso. Tinha dificuldade em controlar a gula. Agora, sei que vou vencer de vez a luta contra a balança. Só tenho a agradecer à equipe médica pelo atendimento que recebi aqui – relata.

Criado em 2010, o programa da Secretaria de Estado de Saúde mudou o cenário do Rio de Janeiro no tratamento contra obesidade: desde então, o número de cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde aumentou em 3.000%. Juntos, os pacientes operados pelo programa estadual já perderam mais de 3,5 mil toneladas.

– A milésima cirurgia é um marco muito importante dentro de um programa que é exemplo na saúde pública. Todo acompanhamento é oferecido aos pacientes, antes e depois da cirurgia. Já foram atendidos pacientes de 67 municípios em todo o estado – ressaltou o secretário de Saúde, Felipe Peixoto.

Todas as cirurgias são realizadas por meio de videolaparoscopia, método menos evasivo que possibilita maior rapidez na recuperação.

– É um trabalho de resgate desses pacientes, realizado com muita dedicação e seriedade por toda a equipe. Devolvemos à sociedade o paciente obeso que não trabalhava, que tinha vergonha de comprar roupas e que não tinha mais vida afetiva. Não atendemos só o município do Rio de Janeiro. A Patrícia é um exemplo, pois é moradora de Cachoeiras de Macacu. Não queremos parar por aí, queremos atender a muito mais pacientes.  – afirma o coordenador do Programa, o médico Cid Pitombo. 

Mais de 3 mil atendimentos – A equipe multidisciplinar do Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica é composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionais. Mais de três mil pacientes, de 67 municípios, já foram atendidos. A meta é oferecer o serviço a todas as cidades do RJ.

Atendimento aos jovens – Aos 18 anos e pesando 186 quilos, Laís Honório da Silva, moradora de Barra Mansa, também foi operada nesta segunda-feira (16/03). Com obesidade mórbida diagnosticada, ela entrou no Programa há dois anos e teve acompanhamento da equipe multidisciplinar até chegar aos 137 quilos e ter a cirurgia agendada.

– Sempre tentei perder peso, mas nunca consegui. Sofria bullying e tinha vergonha de andar na rua e recebia vários apelidos no colégio. Agora, quero comprar muitas roupas novas – planeja ela.  

Pioneiro neste tipo de tratamento, o Programa já tratava jovens pacientes dois anos antes da divulgação de portaria do Ministério da Saúde, permitindo a realização da redução de estômago pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para pacientes a partir dos 16 anos. O objetivo principal é focar no atendimento especializado e preventivo, ou seja, a redução do peso com dietas. O motivo da opção prioritária pela não intervenção cirúrgica de imediato está relacionado aos eventuais danos psicológicos em pessoas tão jovens.

Como ter acesso à bariátrica pelo SUS – Para se candidatar à cirurgia bariátrica no programa do Estado, o paciente deve procurar um atendimento ambulatorial próximo de sua casa para que um médico avalie a necessidade da cirurgia. Se a operação for indicada, o médico faz a solicitação para a segunda avaliação junto à Central de Regulação de Cirurgia Bariátrica estadual, que encaminha o pedido de forma online ao Hospital Estadual Carlos Chagas. O paciente é contatado e tem uma consulta de avaliação marcada.

O paciente que tiver Índice de Massa Corpórea dentro do indicado (maior que 35kg/m² quando associado a fatores de co-morbidade, como hipertensão e diabetes, entre outros), que preencham os pré-requisitos do Ministério da Saúde e não tiverem doenças graves associadas são avaliados, preparados e operados. A equipe também acompanha todo o pós-operatório especializado, com orientações de nutricionista, psicólogo e avaliação periódica pelo cirurgião.

Fonte: SES-RJ

Felipe Peixoto

Durante seus mandatos, Felipe aprovou mais de 100 leis e presidiu importantes Comissões, como a do Foro e Laudêmio e a da Linha 3 do Metrô. Como Secretário de Estado, Felipe foi responsável por inúmeras realizações e projetos que beneficiaram todas as regiões do RJ. 

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