
Ministro anunciou medidas para a reconstrução da cidade.
Nesta segunda-feira, 14 de fevereiro, o deputado Felipe Peixoto (PDT) acompanhou, em Nova Friburgo, o anúncio das medidas para reconstrução da cidade feitas pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
Pela manhã o ministro se encontrou com o prefeito em exercício, Dermeval Barboza Moreira. Em seguida foi ao Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e ainda esteve em um encontro com empresários e produtores rurais na Associação Comercial.
O deputado Felipe Peixoto, que ocupa o cargo de Secretário de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca tem acompanhado de perto a situação dos moradores das áreas atingidas pelas chuvas no mês de janeiro e acredita que a visita do ministro a essas localidades vai levar mais agilidade ao processo de reconstrução.
“As medidas anunciadas pelo ministro Lupi vão ajudar muito os trabalhadores e empresários que perderam tudo durante a tragédia, precisam recomeçar e não sabiam como. Esse é só mais um passo para a reconstrução. É preciso muito empenho dos moradores da Serra e principalmente do poder público. Só com ajuda será possível vencermos mais esse desafio”, afirmou Felipe Peixoto.
Em todos os encontros Lupi fez questão de explicar as medidas que serão realizadas por seu Ministério. Anunciou que serão abertas mais de 1.500 vagas para o Projovem Trabalhador nas modalidades Juventude Cidadã e Consórcio Social da Juventude, que prepara o jovem para o mercado de trabalho e para ocupações alternativas geradoras de renda. Podem participar jovens desempregados entre 18 e 29 anos que sejam membros de famílias com renda de até meio salário mínimo.
“Estamos tomando várias atitudes para sair dessa situação de calamidade e passar para a fase de reconstrução”, afirmou Lupi.
O ministro apresentou ao prefeito em exercício, Dermeval Barboza, a proposta da criação do Centro de Economia Solidária, com área para a realização de cursos, assistência técnica e apoio de agentes comunitários.
Em conversa com os empresários e trabalhadores, falou sobre o Bolsa-Qualificação, que é um tipo de seguro-desemprego. Lupi explicou que caso o empregador não possa, por algum motivo, honrar o contrato firmado com o empregado, este não precisa ser mandado embora da empresa. O contrato fica suspenso e o governo paga ao trabalhador de R$ 510 a R$1mil enquanto ele realiza um curso de qualificação profissional. O ministro, no entanto, fez questão de esclarecer que é por um período de cinco meses e para que isso aconteça terá que ser feito antes um acordo entre empregado e empregador assinados por ambos.
Segundo o ministro mais de 80 mil trabalhadores das áreas atingidas já sacaram o FGTS.
Carlos Lupi informou ainda aos empresários a prorrogação até o dia 25 de março para a declaração da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Trata-se de um registro administrativo com declaração anual e obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no território nacional.
Lupi articulou um encontro entre superintendentes e gerentes do Ministério e do Banco do Brasil com microempresários, comerciantes, trabalhadores e sindicalistas para quarta-feira, 16, na sede da Associação Comercial de Nova Friburgo.
Segundo Lupi o objetivo do encontro é agilizar a concessão de empréstimos a juros baixos para aqueles que perderam seus negócios e sua fonte de renda na tragédia.
“Vamos montar aqui uma força tarefa para viabilizar o microcrédito e outras modalidades de empréstimo para atender as pessoas que perderam as condições de trabalho com a inutilização de máquinas e equipamentos durante a enchente”, afirmou o ministro.
Presente também durante as reuniões, o vice-governador, Luiz Fernando Pezão informou que serão construídas mais de três mil moradias, tão logo seja possível encontrar terrenos que possam ser utilizados. De acordo com Pezão, há uma grande dificuldade em localizar terrenos seguros para a construção dessas casas.
O vice-governador disse ainda, que há 30 geólogos analisando as encostas e que terão que ser feitas 121 contenções, além de 185 reconstruções de pontes.
“Não adiante a gente lutar contra a natureza, é preciso seguir junto com ela. Para isso, estou aqui à disposição para o que for necessário nesse momento”, concluiu Pezão.
Por Fabíola Mar


