Felipe Peixoto é notícia em matéria do GLOBO NITERÓI deste último domingo, sobre Estatuto da Bicicleta e inclusão dos modelos elétricos.

Felipe Peixoto é notícia em matéria do GLOBO NITERÓI deste último domingo, sobre Estatuto da Bicicleta e inclusão dos modelos elétricos.

O GLOBO NITERÓI – 28/02/2010

ENERGIA PARA O TRANSPORTE
Versão municipal do Estatuto da Bicicleta incluirá modelos elétricos

Matéria de Duilo Victor

Tudo bem, bicicleta é uma alternativa saudável e ecológica para o transporte cotidiano. Mas quem tem coragem de pedalar de casa para o trabalho debaixo de sol escaldante e ainda numa cidade onde ciclovia é uma tímida realidade? Mas o Estatuto da Bicicleta, projeto de lei em tramitação na Câmara dos Vereadores, já se discute incluir bicicletas elétricas nos mesmos critérios e benefícios das magrelas comuns.

O vereador Felipe Peixoto (PDT), autor do projeto, usa a bicicleta entre o Ingá e a Câmara para provar que com ajuda de bateria, é possível trafegar sobre duas rodas em Niterói: – Incluir a bicicleta elétrica no estatuto significa que ela terá os mesmos direitos das comuns, como estacionar em bicicletários e passar por ciclovias e ciclofaixas. Como a definição de bicicleta elétrica não está contemplada na legislação atual, o estatuto não vai dar margem a dúvidas.

O projeto, que está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, também prevê a criação de um sistema de aluguel de bicicletas que incluirá as elétricas, caso seja aprovado.

A bike elétrica, de fabricação chinesa, custa, em média, R$2.200, e já tem adeptos em Niterói. A autonomia da bateria é de 35 quilômetros, e ela só pode se carregada na tomada comum, processo que dura entre seis e oito horas. A velocidade máxima é de 30km/h. O consultor para petróleo e gás Daniel Soares aprova a idéia: -Trabalho no Rio e, às segundas e sextas-feiras, quando o trânsito é mais intenso, uso a bicicleta para ir de Icaraí à Estação das barcas, no centro. Vale a pena. Calculei que cadas carga completa custa R$0,30.

CICLOVIAS NÃO OFERECEM CONDIÇÕES DE TRÁFEGO

Em Piratininga, o traçado é de terra batida; em Icaraí, pista exclusiva tem somente 300 metros

Com força elétrica ou no pedal, o ciclista de Niterói tem poucas chances de trafegar em ciclovias, apesar da vocação da cidade para o transporte. Na Zona Sul, o único espaço reservado às bicicletas fica junto ao calçadão da Praia de Icaraí, entre as ruas Presidente Backer e Otávio Carneiro, e tem apenas 300 metros. Quando acaba esse trecho, o ciclista é obrigado a disputar espaço com pedestres.

Mas, se por um lado, a bicicleta elétrica da reportagem acima tem capacidade para percorrer 116 vezes a modesta ciclovia de Icaraí, ela simplesmente atolaria na orla da Lagoa de Piratininga, onde há, oficialmente uma ciclovia inaugurada pela Prefeitura em 1991. Na prática, o percurso é mais usado por automóveis e para definir o limite permitido para ocupação das margens da Lagoa. Não há sequer pavimentação.

Existe, no entanto, um projeto para urbanização do entorno da Lagoa de Piratininga e a transformação do traçado em ciclovia de fato. Mas o plano, que tem nome de Parque Orla, só poderá sair do papel depois das definições do Plano de Alinhamento da Orla e Faixa Marginal de Proteção da Lagoa, que devem ser decretados em março, segundo o Instituto Estadual do Ambiente.

No Plano Plurianual do quadriênio 2010-2013, lei que define metas de aplicação do orçamento municipal, está prevista a construção de 110 quilômetros de ciclovias, sob custo de 1,1milhão.
– Consideramos de vital importância doar a cidade de ciclovias não apenas como meio de transporte alternativo, mas como atrativo turístico – afirma a secretária municipal de Urbanismo Christina Monnerat.

A Secretaria de Urbanismo em parceria coma Nit Trans, está estudando outros pontos para implementação de ciclovias, em acordo com o estudo de engenharia do urbanista Jaime Lerner.

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