Prefeitura apresentou, 4ª feira, dia 6 de junho, o projeto de drenagem que elaborou para o Bairro Santo Antônio, em reunião promovida pelo vereador Felipe Peixoto no Colégio LaPlace. Com as intervenções nele previstas, espera-se que chegue ao fim o sofrimento dos moradores com as constantes enchentes.

Apesar de ser véspera de feriado e dia de decisão de campeonato de futebol, compareceram cerca de 80 pessoas, além dos representantes da Prefeitura, da Serla, do gabinete do deputado Comte Bittencourt, do CCRON e da Associação dos Moradores do Bairro Santo Antônio.

Vítimas de constantes alagamentos, quando tem sérios prejuízos, cerca de 80 moradores do bairro Santo Antônio compareceram a reunião promovida pelo vereador Felipe Peixoto, no Colégio Laplace, onde a Prefeitura, através do Diretor de Operações da EMUSA, apresentou o projeto de drenagem do bairro.

A região onde está localizado o Loteamento Santo Antônio servia, antes da intervenção do homem, como local de acumulo das águas das grandes chuvas. Permanecia inundada até que lentamente ia secando pelo escoamento para a lagoa, por infiltração no solo e por evaporação. Sua drenagem, portanto, a partir da ocupação humana, com interferências nos canais naturais de drenagem e impermeabilização do solo se tornou de grande complexidade.

Em 2003, quando Felipe esteve à frente da Secretaria Regional, solicitou a HIDROPLAN/UFF um estudo com o objetivo de buscar a solução definitiva para as freqüentes enchentes do bairro. Nesse intervalo de tempo alguns projetos foram apresentados e a Prefeitura passou a fazer gestões junta ao Governo Federal para buscar recursos para a obra.

Foi assinado um convênio com o Ministério da Integração Nacional, no qual as partes se comprometem a dividir ao meio os custos da obras. A previsão é de que a obra dure por 12 meses e está orçada em R$ 12.833.641,00 ficando o Município e o Governo Federal responsáveis por R$ 6.416.820,50 para cada uma das partes.

O projeto adotado já foi aprovado pela SERLA. Para ser licitado o projeto teve que ser submetido também a analise da Caixa Econômica Federal, já que parte dos recursos vem do Governo Federal, que fez algumas exigências que foram atendidas pela Prefeitura. Após a aprovação da CAIXA, será aberto o processo licitatório que irá a analise do Tribunal de Contas do Estado, só sendo publicado após sua aprovação.

De acordo com o projeto apresentado, será construído um eixo principal, com uma galeria de concreto armado com seção de 4 metros de largura por 2 metros de altura. Está galeria passará pela ruas Jornalista Sidney Correa e Atila Nunes e pela avenida Lealdino Alcântara, que ficarão intransitáveis no durante sua execução. Outra ruas também sofrerão intervenções com altura média das galerias de 1,50 metros e largura de até 3,80 metros.

O clima entre os moradores era de alegria e desconfiança. Houveram algumas críticas, nem sempre bem fundamentadas ao projeto, porém no final todos concordaram em lutar para que o início das obras seja o mais breve possível. Se comprometeram a acompanhá-la passo a passo, monitorando todo o desenrolar dos procedimentos até a licitação e o inicio da execução do projeto.

No encerramento da reunião Felipe ressaltou a importância dessa obra para o conjunto dos moradores do bairro que sofrem a cada chuva mais forte. Lembrou que foi a mobilização dos moradores, através das suas lideranças, que conquistou essa vitória, mesmo parcialmente, com o movimento “Lama Nunca Mais” manifestações de rua, colocação de faixas e página na internet. Lembrou que o representante da Prefeitura se prontificou a apresentar o projeto e seus detalhes técnicos para uma comissão de moradores e se colocou a disposição para ajudar, principalmente reabrir canais de comunicação caso os moradores não se sintam contemplados, usando as prerrogativas que tem como parlamentar de convocação de membros do Executivo Municipal.

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