Governo do Estado realiza II Pedal Cultural neste domingo, 23, às 8h

Projeto de cicloturismo vai desbravar riquezas históricas e belezas naturais da Ponta da Areia

 Você sabia que a Ponta da Areia, em Niterói, abrigou em 1583 a primeira armação (porto destinado à caça e processamento dos produtos das baleias) da Capitania? Passados mais de 400 anos, o bairro palco dessa e de outras histórias foi o escolhido para receber, neste domingo, dia 23, o II Pedal Cultural, projeto de cicloturismo com visitas guiadas a pontos históricos, turísticos, culturais e ambientais, criado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap).

 A concentração começa às 8h, em frente ao Mercado São Pedro, onde serão feitas as inscrições. Para quem quer aproveitar o passeio e não tem bicicleta, algumas empresas oferecem sistema de aluguel, com informações na página “II Pedal Cultural de Niterói” do Facebook. A exemplo da primeira edição, em 26 de janeiro, a Sedrap vai incentivar a doação de leite em pó, dessa vez para crianças da Creche Comunitária Tia Luísa, em Piratininga, na Região Oceânica da cidade.

 Para o secretário estadual Felipe Peixoto, autor do Estatuto das Bicicletas na época em que foi vereador de Niterói, o Pedal Cultural é um projeto bem diferente, que veio para ficar.

 – O Pedal Cultural nasceu como uma frente especial de cicloturismo para aliar lazer, esporte e cultura. Mas é também uma ação que visa a mobilidade urbana, incentivando o uso das bikes no dia a dia de um país onde a cultura de progresso ainda é ter carro.

Percurso – Os historiadores Marcos Vinicios Varella e Rubens Carrilho vão resgatar curiosidades e fatos históricos do pacato bairro hoje conhecido como pedacinho de Portugal em Niterói, em especial, pela arquitetura do casario. O passeio contará com visitas a pontos tradicionais como a Vila Pereira Carneiro, o Portal da Igreja da Penha (acesso ao Morro da Penha) e a comunidade pesqueira de Portugal Pequeno, com sua Vila Operária e a capela de Nossa Senhora de Fátima. Os ciclistas também percorrerão parte do Centro, passando pela Caserna General Gastrioto (na Avenida Feliciano Sodré, que reforça a presença militar na região) e pelo Terminal Rodoviário Roberto Silveira, que guarda uma preciosidade pouco notada por quem passa pelo prédio: um painel de azulejos de Roberto Burle Marx, renomado artista plástico brasileiro.

 Curiosidades – Dentre as muitas histórias, o porto baleeiro ajuda, por exemplo, a explicar o povoamento do Morro da Penha por negros que trabalhavam na armação (hoje a base militar naval) e, com a abolição da escravatura, se tornaram operários do estaleiro do Barão de Mauá. A pesca das baleias (animais comuns na Baía) era das mais rentáveis. Aproveitava-se tudo, como o óleo, que servia para a iluminação pública e na construção de prédios, pois, misturado com conchas trituradas ou cal, resultava em argamassa resistente.

 Barcaça Valda – Há outros fatos que remontam ao século XIX, quando a Ponta da Areia foi ponto de embarque das tropas de Dom João VI e cenário da sangrenta batalha entre Marinha e Exército: a Revolta da Armada do Toc-Toc. Segundo Varela, também foi da Ponta da Areia, atrás de onde é hoje a Vila Pereira Carneiro, que saiu o batalhão de 58 caçadores liderado por Moreira Cesar, rumo à terceira batalha de Canudos e última deste coronel. Uma das histórias que podem provocar nostalgia é a da famosa barcaça Valda, que transportava veículos na Baía de Guanabara antes da inauguração da Ponte Rio-Niterói.

 O projeto – Lançado em janeiro deste ano, o Pedal Cultural acontece no último domingo de cada mês, em diferentes áreas da cidade e até em outros municípios do estado, com roteiros programados para revelar importantes aspectos que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Na primeira edição, o projeto reuniu cerca de 60 pessoas em um agradável passeio sobre duas rodas pelo Paço Municipal, Palácio Araribóia e outros pontos do Centro de Niterói. O arquiteto Glauston Pinheiro, que organiza o Pedal Cultural com a também arquiteta Mônica Campos, lembra que Niterói foi a primeira escolhida por ser uma cidade plana, de fácil locomoção para bicicleta. “Mas já avaliamos levar o passeio a outras cidades”, adianta Glauston, que recomenta aos participantes levarem água, boné ou chapéu, protetor solar e máquina fotográfica.

Ascom Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional 

Felipe Peixoto

Durante seus mandatos, Felipe aprovou mais de 100 leis e presidiu importantes Comissões, como a do Foro e Laudêmio e a da Linha 3 do Metrô. Como Secretário de Estado, Felipe foi responsável por inúmeras realizações e projetos que beneficiaram todas as regiões do RJ. 

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