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Relatório sobre o calçadão de Piratininga é enviado a Emusa

Alternativas para os efeitos das ressacas

O deputado Felipe Peixoto encaminhou para Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) o relatório do geólogo e diretor do Conselho Comunitário da Região Oceânica (CCRON), Josué Barroso, com sugestões para os efeitos das ressacas que atingem o calçadão de Piratininga.

Recentemente Felipe Peixoto esteve na praia para verificar as condições do calçadão, após a última ressaca, e se comprometeu a orçar um estudo de caracterização oceanográfica do mar de Piratininga através da Secretaria de Desenvolvimento Regional da qual é secretário, com o objetivo de conhecer melhor as possibilidades de intervenção na área.

De acordo com o relatório, elaborado por Barroso, entre as praias da Região Oceânica de Niterói, a de Piratininga é a mais sujeita às ressacas periódicas, em virtude de ser a mais desabrigada. Ele informa que após a urbanização que deu origem à avenida litorânea – Almirante Tamandaré – e a partir de 1996, diversas ressacas ocasionaram danos ao calçadão.

Nos últimos 16 anos foram cerca de seis ressacas com danos, configurando uma periodicidade de dois a três anos. Ele ressalta, ainda, que a Praia de Piratininga é a única, na Região Oceânica, a ter um calçadão avançado, junto ao corpo praial.

Barroso esclarece que o relatório apresenta duas alternativas que visam recuperar as condições de oferta de areia às flutuações das marés e da energia das ondas incidentes.

A primeira seria a utilização da areia proveniente das construções ao longo da Avenida Almirante Tamandaré, que produzem uma média aproximada de 1600 m³/bloco edificado de areia de origem marinha, com características da mesma natureza que as areias da praia.

O geólogo explica que representa uma substituição indireta da disponibilidade de areia das dunas, arrasadas pela urbanização, portanto aproximando-se da reconstituição de um processo natural. Além disso, o custo seria relativamente zero, por não depender de processos licitatórios, uma vez que pode ser desenvolvido pela administração municipal, em interação com as construtoras. Com isso, pretende-se restaurar a acessibilidade à praia, eliminando o desnível existente entre a praia e o calçadão e, por consequência, a dispensa das rampas e escadas de acesso, também atingidas pelas ressacas.

Já a segunda alternativa, estaria na dragagem da Laguna de Piratininga, segundo ele, uma solução validada pelos benefícios de aumento da espessura da lâmina d’água que representaria ganhos na preservação da laguna, em franco processo de assoreamento acelerado.

Sendo assim, o material dragado seria instalado na “zona de surf” da praia, próximo da arrebentação, também resultando em recomposição da disponibilidade de areia.

Barroso destaca que o fator mais positivo desta alternativa é o início da recuperação da Laguna de Piratininga, em franco processo de degradação e perda de seu perímetro.

Por Fabíola Mar

Felipe Peixoto

Durante seus mandatos, Felipe aprovou mais de 100 leis e presidiu importantes Comissões, como a do Foro e Laudêmio e a da Linha 3 do Metrô. Como Secretário de Estado, Felipe foi responsável por inúmeras realizações e projetos que beneficiaram todas as regiões do RJ. 

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