No apagar das luzes de 2007, o prefeito Godofredo Pinto envia à Câmara Municipal projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a se desfazer da área onde hoje se situa a Concha Acústica, o campo de futebol do Projeto Gerson e um estacionamento. A área, que no planejamento inicial do Caminho Niemeyer, abrigaria um Centro de Convenções municipal, daria lugar inclusive a prédios comerciais, piorando ainda mais o trânsito na região.
No apagar das luzes de 2007, o prefeito Godofredo Pinto envia à Câmara Municipal projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a se desfazer da área onde hoje se situa a Concha Acústica. O local hoje serve como campo de futebol para o Projeto Gerson, de inegável importância social para o município, e é também utilizado como área de lazer por toda a população de Niterói, abrigando shows e eventos de caráter cultural.
A área, que no planejamento inicial do Caminho Niemeyer, abrigaria um Centro de Convenções municipal, ganharia agora uma nova feição: prédios comerciais teriam autorização para funcionar no local. O projeto, aprovado em primeira discussão, torna possível inclusive a transformação da Concha Acústica em um novo shopping center.
De fato, há muito interesse do mercado imobiliário naquele terreno. Trata-se, afinal, de uma área que totaliza 30.000 metros quadrados. É espaço suficiente para construir muitos empreendimentos lucrativos, principalmente por sua localização, próxima ao centro da cidade.
O prefeito argumenta que só dessa maneira será possível instalar ali o centro de convenções do Caminho Niemeyer. No entanto, há muito já ficou clara a viabilidade de se harmonizar o Centro de Convenções com áreas públicas para a população. Um município como Niterói, que possui um orçamento bastante razoável, tem plenas condições de investir e levar adiante esta idéia.
O vereador Felipe Peixoto, líder do PDT, se posicionou de forma contrária ao texto do Poder Executivo. Ele afirma que é fundamental garantir espaços públicos de convivência. Além disso, os empreendimentos propostos pela Prefeitura acarretariam num aumento significativo do tráfego de veículos naquela área, sem que para isso fossem feitas obras de adaptação.
– O que nos parece é que a Prefeitura opta por se acomodar e deixar que a iniciativa privada arque com tudo o que a cidade precisa. Seria ótimo se para isso não fosse necessário abrir mão de uma série de equipamentos que beneficiam a cidade como um todo em prol de iniciativas que complicariam significativamente o nosso dia-a-dia afirmou o vereador.